Covid-19 – Nova linhagem de Corona descoberta: 11 mutações “mais forte”

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Cientista fez avaliação do sequenciamento do novo coronavírus na Amazônia, o que descobriram é ainda mais preocupante em relação ao Covid-19.

Uma diferença na linhagem do novo coronavírus foi encontrado na Amazônia, diferente do que foi identificado em São Paulo, são ao todo, 11 diferentes mutações. 

Significa que, desde os primeiros dias em que o novo coronavírus começou a infectar pessoas em SP, diferentes linhagens já estão no Brasil, sendo maior do que o primeiro Covid-19 encontrado na China, na cidade epicentro, de Wuhan. Só na Amazônia, 11 coronavírus já estão diferentes do vírus original.

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Pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Amazônia, localizada em Manaus, estudaram o Covid-19. A equipe chefiada pelo cientista especialista na área de virologia e biologia molecular, Felipe Naveca. Analisou amostra que contaminou um paciente vindo da Espanha.

“A gente não tem ainda como saber se essas mutações da China para cá já são alguma coisa que terá impacto do ponto de vista clínico”, explicou o cientista.

Analisando o comportamento do Covid-19, o cientista já sabe que o vírus está evoluindo e pode ser ainda mais agressivo.

“A priori não tem nada que a gente possa dizer que a mutação aqui está relacionada a um aumento de virulência desse vírus”, falou Felipe Naveca completando;  “Mas isso sugere que ele ainda deve evoluir muito”.

Em entrevista ao canal Tilt de tecnologia do Uol, o cientista falou o que descobriu, confira trechos;

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“Nós fizemos o genoma completo dessa amostra que chegou aqui no Amazonas no dia 15 de março. No dia 16, nós coletamos amostra, e alguns dias depois a gente já tinha o genoma. Esse paciente ele veio da Espanha, e essa amostra tinha nove mutações em relação ao genoma original da amostra de Wuhan, na China.”

“A gente não tem ainda como saber exatamente se essas mutações da China para cá já são alguma coisa que terá impacto do ponto de vista clínico. O que precisa ser feito agora é juntar o maior banco de dados possível —e é o que está sendo feito no mundo inteiro— para a gente poder avaliar e ter um suporte estatístico. Quer dizer, se encontrarmos uma mutação mais vezes em casos mais graves, a gente pode, no futuro, associar essa mutação a um desfecho pior.”

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Perguntado sobre a evolução do novo coronavírus desde a chegada em São Paulo, o cientista respondeu;

“Esperado para este tipo de vírus, mas sugere que ele ainda deve evoluir muito.”

Felipe Naveca, coordenador de pesquisa da Fiocruz sobre o coronavírus na região amazônica  - Instituto Leônidas & Maria Deane/Fiocruz Amazônia
Foto: reprodução cientista

Créditos: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2020/04/01/sequenciamento-no-am-revela-linhagem-diferente-de-coronavirus-achado-em-sp.htm


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Written by Silvia Cardoso Souza

Professora Silvia, dou aulas no periodo vespertino e escrevo noticias nos sites da rede Maetips. Mãe de dois meninos, Lucas e Renato de 6 e 12 anos. Sejam muito bem vindos.

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