Médico preso em rinha de cães é solto após pagar R$ 60 mil

Leônidas Bueno Fernandes Filho, de  40 anos é um médico gastroenterologista que foi preso no último sábado (14/12/2019 em Mairiporã, São Paulo, por estar no local utilizado para ‘eventos’ de rinha de cães da raça PitBull.

Segundo informações dos policiais que participaram da operação que prendeu 39 pessoas, e resgatou 19 animais em vários estados de saúde, Leonidas juntamente com um veterinário do Amazonas que também foi preso, eram responsáveis por reanimais os animais para que voltassem a brigar, e a drogá-los para que ficassem mais agressivos.

O advogado do medido sustentou a versão que o mesmo deu aos policiais durante a prisão que aparece em um vídeo que circula na internet, onde ele afirma que foi ao local para buscar um cachorro e que não sabia o que acontecia ali.

Para a polícia essa versão não é verdadeira pois ao chegar no local, animais estavam em luta e foi difícil separá-los e não teria como alguém estar ali sem saber o que ocorria devido aos gritos e agitação dos participantes e dos animais presentes.

O médico pagou fiança no valor  de 60 salários mínimos, equivalente a R$ 59.880.

Carlos Márcio Macedo, faz parte da defesa do goiano afirma que ele ama animais  e que não fazia parte da rinha.

“Ele ama cachorros e, além de ter ido buscar esse animal, ele foi para Mairiporã (SP) participar de um evento legalizado chamado “Game Dog”. Leônidas tem o costume de participar desses eventos, que procuram explorar as carácteres marcantes da raça pitbull. No momento da ação policial ele estava no local confraternizando e não sei precisar se ele tinha conhecimento dos cães machucados”, afirma Carlos Márcio.

Posicionamento do Cremego

Na última terça-feira (17), o vereador Zander Fábio (Patriotas) apresentou na Câmara Municipal um requerimento solicitando ao Conselho Regional de Medicina em Goiás (Cremego) a cassação do registro do médico gastroenterologista. E a decisão que soltou o gastroenterologista solicita que o Cremego seja oficiado sobre a prisão.

Por meio de nota, o Cremego informou que “repudia qualquer forma de violência, desrespeito e agressão à vida humana e animal”. Em relação à rinha de cães, o Conselho afirma que “confia no trabalho dos policiais e na Justiça e espera que as responsabilidades sejam apuradas e os envolvidos sejam punidos de acordo com a lei”.

“No caso do médico, o Cremego vai avaliar o fato dentro de sua competência legal. Contudo, pelo caso ter ocorrido em São Paulo, qualquer apuração caberá ao Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mesmo o médico sendo inscrito em Goiás. O Cremego se solidariza com a indignação popular  e espera que todos os responsáveis sejam identificados, julgados e penalizados”, conclui a publicação.


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Written by Professora Marta S. Carvalho

Professora Marta de Ciências Sociais na faculdade Paulista em São Paulo e Jornalista de paixão.

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