Policial suspeito de matar a filha de 2 meses têm prisão preventiva decretada

Maria Cecília, de dois meses, filha do policial federal  Dheymersonn  Cavalcante, morreu após tomar duas mamadeiras de leite artificial, no dia 8 de março deste ano. A mãe do policial, Maria Gorete, também foi indiciada por homicídio qualificado.

Segundo a mãe da criança, o homem e a mãe dele, teriam tramado a morte da pequena para não pagar pensão alimentícia.

O Ministério Público do Acre (MP-AC), a Câmara do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) acolheu o pedido de prisão preventiva de Dheymersonn Cavalcante.

O laudo apontou que a causa da morte foi broncoaspiração – insuficiência respiratória e obstrução das vias aéreas causadas pela grande quantidade de leite ingerido.

O policial se defende e nega as acusações:

“Sou policial assim como o delegado que investiga o caso e eu esperava que fosse realizado um trabalho sério e todas as provas fossem colocadas no inquérito. De perícia eu não entendo e não posso criticar o trabalho de perito, sou policial assim como Martin Hessel e de investigação eu entendo, e olhe que sou mais burrinho ainda. Até hoje eu não fui ouvido. Depois que minha filha morreu, eu entrei em uma depressão profunda, quase me suicidei e perdi 10 quilos. Não tive condições nenhuma de me pronunciar ou me defender”, falou.

“A menina não podia tomar leite artificial, mas por que a mãe dava? Perguntei se a menina tinha alguma alergia e ela disse que não. E está aqui o prontuário médico da minha filha e o receituário médico passando Nan para a criança e como ela diz que a criança não tomava. Os sites especializados falam que o um bebê toma 150 mililitros por quilo no dia. Minha filha tinha quase 5 quilos conforme laudo cadavérico, então deveria se alimentar de mais ou menos 700 mililitros por dia. Se minha filha mamasse só 10 mililitros, ela ia ter que se alimentar 60 vezes no dia, o delegado não viu isso não? Ninguém viu isso?”, questionou.

“Ele ouviu a pediatra da criança? Ele pegou o prontuário da minha filha para ver se ela tinha alergia? Não, ele não pegou. Isso é estranho. Aliás, pior do que isso, ele não falou com nenhum profissional da área médica. Ele ouviu as palavras da mãe, disse ‘é verdade’ e colocou no inquérito. Polícia não trabalha assim, polícia verifica a situação. Por isso que digo que fiquei descontente. Meu depoimento é um hoje, amanhã e sempre. Não fico mudando de palavra todo dia não”, diz.

Sobre a denúncia de que ele não queria pagar pensão para a filha, o policial afirma que transferiu mais de R$ 6 mil para a mãe da bebê. “Fora a passagem, alimentação, eu dizer que queria que ela fosse para Rio Branco e eu pagaria uma moradia para poder ficar mais perto da minha filha. Nunca houve exigência para fazer DNA, o que existia era um acordo. Eu falei que tinha conversado com minha esposa e ela me pediu para registrar após o teste de paternidade e eu respeitei, porque não iria fazer mal nenhum à minha filha”.

Cavalcante disse ainda que não foi ao velório da filha porque foi impedido de se despedir da menina. “Não fui porque diante da acusação dela, eu fui obrigado a ficar 12 horas na Polícia Civil prestando esclarecimentos, fiquei lá detido na hora e no dia do enterro da minha filha. Ela diz que eu não entrei em contato com a família, mas tá aí como entrei em contato”, se emociona ao mostrar prints.

O PF mostra o laudo cadavérico. “Ainda tem os laudos. O laudo cadavérico mostra que não teve lesão na minha filha, que não teve intenção de matar. E outra, o laudo também não aponta que houve excesso de leite. Como que Martin Hessel vem falar de excesso de leite? Está aqui o laudo. O exame toxicológico diz que não foram detectadas substâncias”.

Ele conclui falando que, se a mãe da menina tinha ressentimentos, ele não pode fazer nada. “Minha responsabilidade era com minha filha. Eu a tratava muito bem, tinha respeito por ela, tenho até hoje, nunca ofendi, nunca falei mal dela, nunca xinguei, mesmo diante de mentiras. Sempre preservei a imagem dela e, principalmente, em respeito à minha filha. Mas, cheguei em um momento que não fui ouvido, infelizmente isso aconteceu”, lamenta.

O delegado Martin Hessel, responsável pelo caso, afirmou que a criança tomou uma quantidade muito maior do que poderia.

“Ficou muito claro que a mãe informou aos dois que a criança não poderia ingerir outro alimento que não fosse o leite materno e o leite materno que ela ingeria, era na quantidade de 10 ml. Essa criança tomou duas mamadeiras, o que dá 120 ml”, disse.

O delegado disse que durante toda a investigação, as equipes médicas que prestaram atendimento à pequena Cecília informaram que a quantidade de leite ingerida pela criança era excessiva para a idade dela, dois meses.

“Qualquer outro tipo de alimento que não era para ser dado, foi dado. Desta forma, acreditamos que foi intencional, tendo em vista que durante toda gravidez o Dheymersonn se mostrou que não queria ser pai dessa criança e insistiu para que a Micilene abortasse. Então, o conjunto probatório, todas as testemunhas que foram ouvidas, levaram ao indiciamento por homicídio doloso”, conclui o delegado.


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Written by Professora Marta S. Carvalho

Professora Marta de Ciências Sociais na faculdade Paulista em São Paulo e Jornalista de paixão.

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